quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

e pela minha angústia por provas, deito-me sem saída na alvorada de minha inexatidão
e olho para mim com olhar de compaixão... que me sequem as auto-interrogações que me corroem, venham a mim as exclamações, as reticências... Questionar também é sofrer... Se questionar é sofrer duas vezes...

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Pelas retinas dele
me faço brincadeira
E fico assim até descançar
a minha alma brincante
no abrigo cristalino
do seu jardim de sonhos

sábado, 27 de dezembro de 2008

Bebo o presente contigo
suspiro em compassos de futuro
e entendo que a primeira vez que te vi
foi há algumas vidas atrás

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Palavras dele

"farei uma igreja com teu nome e tú serás a minha religião"

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

"Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem
importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto."

Bernardo soares

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Lembro da sua voz falando de mim, fazendo-me rir, seus olhos me construindo a imagem. Transforma-me. Pinta-me como a um pavão e me traz um suspiro. Lembro dos seus dedos e da sua força em mim. Canta-me um caminho. Insiste em mudar-me de planeta. Cuida da minha gripe como que cuidando, sem se dar por isso, da minha frieza. Já não sinto medo.
Que me importa se amanhã nada existe mais? Que me importa se os ventos levam os nossos olhares para outras direções? Que me importa se estranho é o meu jeito de amar?

sábado, 22 de novembro de 2008

Para brindar com pisco

Fico com seu cheiro, e como que embalada pelo meu presságio,
descanso no conforto da sua poesia. Me diz que não sou
estranha, conhece a textura da minha pele e sorri encantado
numa canção. Será que estávamos então combinados? Fala da
liberdade do meu espírito e me mostra os sons do seu. Acha
que vim de outro planeta. Não falo de mim, deixo que
orquestre o encontro. Escuto e observo. Tento compreender a
riqueza daquela horita. Leio seu corpo. Fotografa o meu.
Pára para devaneiar na luz que reflete nas minhas costas.
Entrelaces de pernas, um som andino vem da sala. Só há
presente. Tudo é estranhamente conhecido. Tudo é
estranhamente bonito...