quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Maya

eu sou aquele erro borrado, apagado, manchado e nunca

esquecido... eu sou o velho, o renovado, o constante nas

incostâncias constantes... eu sou o covarde vestido de

coragem... eu sou o que bem sei e esqueço e, ainda, aquilo

que inventei de aferroar na minha idéia de mente... maya?

bem que poderia ser...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

pôr do sol

por do sol ruidosamente vermelho, nada além de um assombro. era ele tão desesperado que se fazia meu

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Rosa

rosa
voava
asa
posta
gastava
andava
e
ainda
gostava
do
seu
cheiro
descrito
em
prosa
mas
que
passou
com
a
rosa
ao
saber
que
ninguém
dela
gosta?
correria para brincar nas suas núvens e, em três tempos,

pre
ci
pi
to
-me toda
- é que eu fui ali buscar um pedaço de sonho bom

terça-feira, 20 de outubro de 2009

New York New York

Impressionante! Nunca achei que me apaixonaria por New York. Foi uma aproximação difícil a nossa. Primeiro, ela veio com aquele ar cinzento, depois me despiu em suas ruas brasileiras e mais adiante virou, aos meus olhos, uma modelo blazet magérrima e que faz biquinho. Peguei birra dela! Ela era soberba e definitiva. Mas hoje, estranhamente hoje, quando, obrigatoriamente tive que correr por suas ruas na tentaiva de solução de problemas concretos, Nova Iorque apareceu para mim como uma amiga seca, porém sincera e cheia de detalhes. Foi então que caí em súbito carinho por essa cidade tão mal-dita pela da minha boca. Mas não foi a Quinta Avenida que me conquistou, muito menos os inúmeros museus, que, diga-se de passagem, não conheci nenhum até o momento. Mas foi a sua dureza que me arrebatou. Ela se impõem de tal modo que se você não a alcança, ela te engole. Eu resolvi alcançá-la e tentar entrar no seu ritmo. Assim, me vi gente dura, não a ponto de não me desmanchar em poesia diante disso tudo, mas dura ao ponto de não deixar me desmanchar em agonia e sentimentalismo desesperado por pouca coisa. Dentro de sua dureza, diversidade, frenesi e loucura, encontrei gentileza em alguns pequenos sorrisos salvadores: os pequenos oasis.

O dia estava lindo e a temperatura tinha resolvido subir. Acho que para me mostrar que dias de sol sempre virão e para me te tirar da toca de caranguejo assutado para engrandecer tal qual Alice por entre os arranha-céus daquela tão louca métropole que agora se fez minha amiga.

sábado, 12 de setembro de 2009

Ele faz de mim

ele faz de mim
frágil
[para assim ser

ele faz de mim
um i r - m e soturno
[e eu me desando nas graças de nossas melodias noturnas

ele faz de mim
asas
[para pintar-me mariposa de vôo escuro

ele faz de mim
altar dele
[e me desespera com a altura do pedestal

ele faz de mim
ponteiros seus
[e me ensina que sua alma não conhece relógio

ele faz de mim
Sua
[e eu confesso deixar-me ser...