Impressionante! Nunca achei que me apaixonaria por New York. Foi uma aproximação difícil a nossa. Primeiro, ela veio com aquele ar cinzento, depois me despiu em suas ruas brasileiras e mais adiante virou, aos meus olhos, uma modelo blazet magérrima e que faz biquinho. Peguei birra dela! Ela era soberba e definitiva. Mas hoje, estranhamente hoje, quando, obrigatoriamente tive que correr por suas ruas na tentaiva de solução de problemas concretos, Nova Iorque apareceu para mim como uma amiga seca, porém sincera e cheia de detalhes. Foi então que caí em súbito carinho por essa cidade tão mal-dita pela da minha boca. Mas não foi a Quinta Avenida que me conquistou, muito menos os inúmeros museus, que, diga-se de passagem, não conheci nenhum até o momento. Mas foi a sua dureza que me arrebatou. Ela se impõem de tal modo que se você não a alcança, ela te engole. Eu resolvi alcançá-la e tentar entrar no seu ritmo. Assim, me vi gente dura, não a ponto de não me desmanchar em poesia diante disso tudo, mas dura ao ponto de não deixar me desmanchar em agonia e sentimentalismo desesperado por pouca coisa. Dentro de sua dureza, diversidade, frenesi e loucura, encontrei gentileza em alguns pequenos sorrisos salvadores: os pequenos oasis.
O dia estava lindo e a temperatura tinha resolvido subir. Acho que para me mostrar que dias de sol sempre virão e para me te tirar da toca de caranguejo assutado para engrandecer tal qual Alice por entre os arranha-céus daquela tão louca métropole que agora se fez minha amiga.
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2 comentários:
aposto que é paixão recíproca.
fico com a reciprocidade nos delírios loucos das minhas deliciosas dúvidas
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