quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Sua janela
Como fiscal da minha alma, vigio insanamente a janela da sua... Já não sei mais quais são os lados e os alvos e os desejos... Me perco na sua reta, tão certa e tão vulgar para a minha pobre alma desesperada... Volto ao túnel do passado, revejo todas as imagens que não queria rever e vejo você a ver as vitrines perambulantes de quereres... O que quero eu? O que deseja esta cabeça de dias antes vividos sem receber a devida atenção? O que busco nos seus olhos? A resposta para a cura do que já passou? O caminho certeiro em meu caminho? Luz, amarga luz que ilumina os olhos seus...
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